terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Eu sou o monstro que não amamenta



Quando minha filha nasceu eu tinha muito leite e, depois das dificuldades iniciais (descida do leite, colostro, bicos rachados, pega correta), eu consegui amamentar normalmente e EXCLUSIVAMENTE a minha filha. Era uma maravilha, o peito jorrava leite, eu me sentia a própria vaquinha mimosa. Mas essa felicidade plena só durou até ela fazer um mês de idade.

Na semana em que faria um mês, Lorena começou a fazer o seguinte: mamava 5 minutos em um peito e começava a tirar e a botar a boca inúmeras vezes, irritada. Eu mudava de peito e o processo se repetia até que ela perdia a paciência totalmente e abria um berreiro sem fim. Ela tem refluxo e já estava em tratamento, mas mesmo assim levei ao pediatra. Lá eu expliquei a ele que a produção de leite estava normal, inclusive meu peito vazava o dia inteiro. Ele mudou o medicamento e nada resolvia, Lorena continuou fazendo todo esse processo do tira-bota-irrita-chora, um verdadeiro sofrimento para mim e para ela.

Procurei o Banco de Leite Humano e pedi ajuda. Uma enfermeira veio me ajudar umas 3 vezes, mas nem ela com toda a sabedoria conseguiu fazer a Lorena mamar em paz como antes, tudo era regado a muito choro, pois ela ficava com fome.

No exato dia em que fez um mês, depois de uma crise de choro absurda e eu tentando amamentar em todas as posições possíveis, inclusive colocando meu leite na mamadeira (ela sentia o gosto e cuspia tudo fora), meu marido pegou o carro e saiu em busca do Leite Artificial, o leite que, se eu pudesse, NUNCA teria dado para a minha filha. mas naquela noite eu não tinha escolha, minha filha estava com fome e não conseguia se alimentar. Ela mamou 90 ML de LA e dormiu tranquila, sem choro de fome e eu pude descansar a minha cabeça que estava a mil.

Hoje ela tem dois meses e eu intercalo os dois, mas em relação ao peito ela continua do mesmo jeito, se irritando na hora de mamar. Ela Só não se irrita quando está sonolenta e eu dou de mamar sem ela perceber. Digamos que ela mama 80% LA e 20% LM durante o dia.

Me dá muita dor ser julgada diariamente pela minha mãe, sogra, cunhada, amigas, tias... Todo mundo fica espantado quando vê que dou LA para a Lorena. O mais interessante de tudo é que ninguém quer ouvir a história do meu sofrimento e do dela, do quanto insisti e não consegui manter a amamentação exclusiva. Quando vou falar que minha filha estava literalmente passando fome, as pessoas parecem tapar os ouvidos e não ligam. É como se eu fosse um monstro. Um monstro que não amamenta.

No final de semana passado eu viajei com a família do meu marido e, na mesma casa em que estávamos, tinha um bebezinho um mês mais novo que a Lorena, mas o menino era muito maior e mais gordo que ela, ela perto dele ficava pequenina demais. Ele só mama leite materno, o que foi um canal para as mais diversas comparações, claro. Todos da casa, digo TODOS, menos meu marido, me criticaram até onde puderam. Eles ''conversavam'' com o menino coisas do tipo: ''Ah, você vai crescer saudável, pois não toma aquele leite ruim que a Lorena toma"; ou então pegavam minha filha e diziam: ''Tão magrinha, coitadinha...". Foi tanta pressão que em um determinado momento fui no quintal da casa e chorei igual uma criança.

Durante à tarde tentei dar o peito a ela na varanda da casa, o local mais calmo que tinha e daí começou o chororô. Todo mundo correu pra ver o que era, lógico, e puderam ver a cena que eu descrevia e ninguém acreditava. Apesar de eu ter ficado triste pelo choro da minha filha, fiquei feliz porque ali senti que de certa forma eu calei a boca deles por alguns dias pelo menos. Talvez alguns tenham entendido que não é questão de querer ou não.

Mas o cúmulo dos cúmulos foi a tia do meu marido querer colocar minha filha para mamar na outra mãezinha que estava lá, que era mãe do menininho. Descartei logo a ideia de cara, disse logo um sonoro não. Não quero ser melhor que ninguém, mas minha filha é minha e é só em mim que ela deve mamar. E leite por leite eu também tenho, o problema é que ela não quer mamar. Nem se eu colocar na mamadeira o meu leite ela não aceita, o motivo disso nem eu e nem os médicos conseguimos descobrir.

A ideia que quis passar com o meu relato é que não se deve julgar assim uma mãe. Só sabe da realidade quem passa por ela. Eu seria um monstro se tivesse feito como a esposa do meu tio fez, que comprou uma lata de NAN antes de ir para a maternidade e uma semana depois do parto começou a tomar remédio para secar o leite, pois o peito dela poderia ficar caído e isso é o fim do mundo, né?

Graças a Deus o meu marido me apoia e me defende a cada alfinetada. Inclusive até combinei com ele de não rebatermos mais às críticas, pois isso cansa e desgasta o relacionamento com os ''juízes''. Silêncio no nosso caso é a melhor resposta, pois somos nós dois que a criamos e aguentamos todas as adversidades. Ufa, desabafei. Estava precisando.


Beijos!!

Relato de parto

Bom, durante a gravidez, li muitos relatos de partos, de todos os tipos: cesáreas, partos normais, humanizados, domiciliares, na água e etc. Essa foi uma maneira para que eu pudesse escolher que tipo de parto queria para que minha filha viesse ao mundo. Acabei optando pela cesárea e não me arrependo de nada.

Minha última consulta estava marcada para o dia 18/11, dia em que faria 38 semanas exatas e neste dia decidiria com a GO qual seria a data do parto. Um dia antes, no domingo, fui à praia e voltei me sentindo cansada e com uma dor no pé da barriga, umas pontadas fortes... Detalhe: eu já tinha perdido tampão desde as 35 semanas. Meu pré-natal e também a maternidade que escolhi para o parto ficam a 3 horas da minha casa, então conversei com meu marido e decidimos reservar um hotel e levar logo nossas malas e as do bebê, pois a gente não sabia como seria o desfecho da consulta. Liguei para uma prima querida que tinha se prontificado a me ajudar no pós-operatório e ela topou ir conosco, mesmo sabendo que não era certo ela nascer naquela semana. Arrumamos tudo e partimos cedo, na estrada eu me sentia inquieta, embora não estivesse com dor.

Chegamos no consultório e fui atendida umas 10 horas da manhã. Fui examinada, fizemos toque e tudo estava ok, colo fechadinho e bebê alto. Então a GO fez umas contas malucas lá de médico e deu 38 semanas exatas. Daí ela falou: vamos marcar para 39 semanas? Respondi que ela poderia até marcar, mas que eu sentia que o bebê não esperaria nem até quarta e ela riu, disse que eu era muito apressadinha. Então ela me pediu uma cardiotografia e um ultrassom com perfil biofísico fetal para o mesmo dia e disse que eu fosse mostrar o resultado a ela às 16:00 horas na maternidade. Ela falou que de acordo com o exame e a maturidade do bebê, marcaria o parto para quarta-feira (20), mas Lorena não quis esperar rsrsrs. Ela indicou um médico (do próprio consultório) e eu fui lá tentar uma vaguinha (que só consegui para o mesmo dia pq paguei no dinheiro um valor meio absurdo rsrsrs). Então a atendente do médico mandou eu ir almoçar e voltar para fazer o exame, pois tinha de estar bem alimentada durante o procedimento. Aí fomos almoçar os 3 a pé mesmo para não perdermos a vaga do estacionamento. Andamos uns 4 quarteirões e encontramos um restaurante. Eu comi como se soubesse que ia demorar a comer de novo rsrsrs, um baita pratão de salada com peixe.

Voltamos para o consultório e enquanto aguardava o médico, senti uma coisinha quente na calcinha e fui ao banheiro: era sangue. Fiquei caladinha e voltei para o exame. Quando ouvíamos o coraçãozinho dela no cardiotoco, eu me sentia muito molhada. Terminando o cardiotoco, o médico foi preparar o ultrassom e eu corri no banheiro de novo e vi que que minha calcinha estava ensopada com líquido amniótico. Não chegou a descer pela perna, mas encharcou a calcinha. Voltei e fomos pro ultrassom caladinha. Aí o médico começou a passar o aparelho me olhou e perguntou se eu não estava sentindo nada, falei que não e ele disse que eu estava tendo contrações regulares, tive 9 em 20 minutos no cardiotoco. O interessante é que eu não sentia nada. Então falei sobre o sangramento e o líquido, ele mandou eu levar o resultado imediatamente para a minha médica que ainda estava no consultório. Nesse momento meu marido surtou, achou que o bebê ia nascer ali na maca do ultrassom heheheehe. Então o médico interfonou para a minha GO (lembrando que era na mesma clínica) e explicou o que se passava e ela pediu para falar comigo. Ela ficou bem surpresa, disse não entender como eu tinha entrado em TP tão rápido, visto que ela tinha me examinado há no máximo uma hora e meia e estava tudo normal. Mandou que eu voltasse imediatamente na sala dela para mostrar o resultado dos exames que acabara de fazer. Quando ela viu, ficou surpresa com as contrações e fez um novo toque, daí mais sangue saiu na hora e eu estava com 3 cm de dilatação. Ela então perguntou se eu queria esperar o parto normal, mas a medrosa aqui não quis. A médica pegou meu telefone e disse que ia ligar para a maternidade e ver se tinha possibilidade de me internar ainda naquela tarde para fazermos a cesárea. Mandou eu ir organizar o que faltasse e aguardar a ligação.

Fomos a pousada e tomamos banho, eu estava muitooo calma e relaxada, mas meu marido estava tenso, correndo contra o tempo e super nervoso. Quando eu terminava meu banho, a médica ligou e mandou correr pra maternidade me internar, isso era umas 16:00 horas. No caminho fui cantando, falando no Whats App com amigos e familiares, contando que ia nascer e meu marido nervoso, errou o caminho da maternidade 3 X heheheh. Chegando lá foi tudo muito rápido com a papelada e logo subi para o quarto em que ficaria depois do parto. Eu não conhecia o hospital e me surpreendi com a estrutura do quarto, era um apartamento muito bem equipado para mãe, bebê e até dois acompanhantes, mais parecia um quarto de hotel. Acomodamos as malas e logo veio um maqueiro que para uma salinha em que me deram a famosa camisola azul. A L, minha prima, ia assistir o parto pq o marido não tinha coragem, mas aí chegou a médica e perguntou pra se ele estava pronto para entrar. Ele respondeu que não ia e ela deu uma bronca nele, falou que ele ia perder um momento único na vida dele, isso fez com que ele criasse coragem e fosse se trocar para entrar comigo (super nervoso).

Entrei no centro cirúrgico e me aplicaram o acesso do soro, que não doeu nada, e depois veio uma enfermeira fazer uma limpeza nas minhas ‘’partes’’, uma limpeza chata e dolorida com um líquido gelado, odiei essa parte. Aí chegou a hora da bendita sonda. Eu tinha muito medo de doer e olha... DOEU! E doeu MUITO! Tanto dói para colocar como dói quando está lá dentro, uma dor infernal, a pior parte da cirurgia na minha opinião. Então chegou minha médica que é uma querida colocando música no celular para me deixar relaxada e me apresentou o anestesista. A médica pediu que eu deitasse de lado em posição fetal e segurou minhas pernas. O anestesista pediu pra eu ficar paradinha e pronto, furou e eu não senti dor alguma, juro! Na verdade, nunca tive medo da anestesia, tinha medo mesmo era da sonda e parece que meus medos estavam certos, a anestesia não doeu nada e a sonda foi a dor mais infernal que já senti. Fui ficando dormente, mas sentia e mexia o pé direito a todo momento. Meu marido entrou e começaram a cirurgia. Vocês pensam que ele ficou ali do meu lado dando aquela força que a gente vê nos filmes? Que nada, gente! Ele ficou lá olhando tudo, quase entrando no meu útero. A médica até brincou e disse que pra quem tinha medo de desmaiar na sala, ele tava muito corajoso. Ele vinha, dava um beijo na minha testa e voltava pra ver tudo rsrsrs. Ouvi quando me cortaram e a médica disse que a bolsa estava com furinhos mas não rompida de vez. Não demorou muito e ouvi quando a médica disse: vai nascer, pai. Ele correu pra fotografar e abaixaram o pano para eu ver. Tiraram ela de mim e colocaram em cima da minha barriga, mas ela estava imóvel e não chorou.Começou aí o meu desespero, correram com ela para o berço que ficava atrás da minha cabeça e começaram a aspirar e nada de choro. Colocaram o respirador e nada... E eu me desesperando, comecei a chorar e me mexer, o anestesista segurando meus braços (que não foram amarrados) e meu marido saiu de perto para eu não ver a aflição dele. Foi um momento de terror, achei que minha filha tinha nascido morta. Aí ouvi um miadinho e de repente ela chorou forte, muito forte mesmo e eu chorava mais ainda, nunca tinha vivido um momento Tão emocionante assim. Fizeram um charutinho dela e trouxeram para eu ver, linda! A pediatra disse que não ia deixar ela para mamar pq precisava fazer umas avaliações devido a demora para chorar. Ela nasceu às 18:00, pesando 3,185 kg e 48 cm, teve apgar 6 e 9. Levaram ela e meu marido ficou comigo, minha amiga estava lá fora e acompanhou o bebê até o berçário. Comecei a passar muito mal devido esse nervosismo todo, fiquei sem ar e queria vomitar mas não conseguia, sentia como se tivesse uma pedra de 5kg no meu peito fazendo pressão, foi péssimo. Terminaram e me levaram para uma salinha de recuperação com uma enfermeira até passar o efeito da anestesia. Fiquei triste, olhava minha barriga e via murcha, que sensação ruim. Tinha uma moça ao meu lado também recuperando e ela perguntou quando podia ir pro quarto e a enfermeira respondeu que quando tivesse mexendo o pé. Nesse momento lembrei do meu pé direito que não adormeceu e comecei a mexer para ir pro quarto mais rápido.

Cheguei no quarto e meu marido estava me esperando e disse que a L estava com o bebê no berçário. Eu estava grogue, com muitaaa sede e pedia água, lembro que uma enfermeira disse que só podia tomar água no outro dia e eu chorei igual criança rsrsrs Que mico! Mas a sede era enorme. Poucos minutos depois chegaram com a Lorena num bercinho, tomada banho e toda penteada, a coisa mais linda! Mas nem pude curtir muito este momento, estava muito grogue, parecia drogada e não tinha forças para nada. Uma enfermeira pegou ela e colocou no meu peito, ela sugou logo e eu apaguei, meu marido ficou segurando ela pra mamar, um sufoco! A noite foi turbulenta, eu não tinha leite e ela não sabia sugar direito para estimular a produção. Ela chorava muito, creio eu que de fome e de manhã cedo, quando levaram para dar banho, deram leite artificial sem minha autorização. Chegou a hora de levantar. A enfermeira veio e retirou a sonda que não dói nada para tirar e explicou que ao levantar eu podia sentir uma tontura. Ela me ajudou e levantei, não senti tontura nem dor, só sentia as pernas pesadas. Fui pro banheiro e tomei banho sozinha, só pedi pra ela colocar shampoo na minha cabeça por causa do soro, eu já tinha tirado de madrugada numa tentativa frustrada de amamentar e tinha medo de tirar de novo. Depois do banho me senti outra, renovada. A Lorena chegou do banho e a L. foi tomar café. Marido ainda dormindo e de repente ela começa a vomitar uma aguar verde e engasgar, eu sem forças pra levantar da cama, apertei o botão de chamar a enfermeira e ela veio socorrer a menina.

E eu continuava tentando amamentar sem sucesso, colostro muito grosso e ela não conseguia abocanhar o mamilo, pegava só o bico e começou a ferir, ficou uma ferida preta que doía demais e pedi que dessem mais complemento. Resultado? Mais vômito verde e mais engasgo, daí percebi que era o complemento o grande vilão e não deixei mais darem. Lembro que peguei ela no colo e pedi a Deus força para suportar aquelas feridas, pois minha filha estava passando mal com o complemento e eu sabia que o leite materno era o melhor para ela. Comecei a tentar com mais afinco, meu marido ajudava abrindo a boquinha dela e ela foi aos poucos pegando. Doeu muito por causa das feridas, mas eu suportava e só pensava que era temporário e ia passar... E passou! Até hoje ela só mama, o bico não fere mais e tudo está indo bem. No começo foi muito difícil, era triste ver as casquinhas das feridas na boca da minha filha. Quando meu peito estava cheio, eu tinha febre e dor, chorava muito, meu marido fazia compressa com gelo e ia ajudando a tirar o excesso. Foram noites sofridas mas que no final terminou bem. Passei 3 dias no hospital e vim para casa. Senti poucas dores, apenas um ardor na região do corte que amenizava com o medicamento prescrito pela médica e também com uma bolsa de gelo, era só colocar no corte e o alívio era imediato. Com 4 dias de cirurgia fui ao supermercado. Eu sei, sou louca! Mas estava me sentindo bem e fui, nada me aconteceu.

Meu relato ficou gigante, mas espero que gostem. Minha experiência foi maravilhosa e queria que todas as mulheres pudessem ter um parto com o meu independente do tipo: normal, cesárea, humanizado, domiciliar, etc... Mas de forma humana, com suas vontades respeitas como foi comigo.



Beijos!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Madrasta é sempre má?


Eu sou madrasta. Mas não madrasta no sentido amplo da palavra. Não aquelas madrastas que as meninas veem em desenhos da Disney e que servem maçã envenenada para a enteada. Para entender a história, é preciso voltar um monte um pouco no tempo...

Conheci o Mr. P quando eu tinha 17 anos e ele 32 no local em que eu estagiava. Ele tinha uma namorada e eu sabia que ele tinha dois filhos, mas não sabia muitos detalhes da história. Um tempo depois, quando fiz 18, viajei a trabalho e nessa viagem me aproximei do Mr. P, ele tinha rompido com a namorada que eu conheci no nosso local de trabalho. Começamos a falar da vida e eis que ele me falou dos filhos. Ele tinha um casal: uma moça de 11 anos e um menino de 6 e explicou que eram de mães diferentes, sem dar mais detalhes. Logo, pensei: nossa, que galinha que legal!

Daí que eu me envolvi com ele e começamos a sair. Claro que eu pensava que aquilo era uma aventura para ele, afinal, eu era uma menina que só tinha vento sonhos na cabeça e nada mais e ele já tinha sido casado, separado, tinha filhos, etc. Mas aí o envolvimento foi ficando mais firme e meu coração sacana se apaixonou de vez, até que assumimos um relacionamento sério. Dois meses depois conheci seus filhos. A L. que era uma fofa, gordinha, tímida e o Pequeno P, que ainda era pequenino, com 6 aninhos e uma onda de amor tomou conta do meu coração de uma maneira que eu jamais conseguiria explicar.

Então eu assumi esse papel para a minha vida e cinco anos se passaram. Hoje a L. é uma moça linda, não mais gordinha e sim um mulherão que o papai morre de ciúmes é apaixonado. Eu e a L. falamos todos os dias sobre tudo, desde marca de produto de beleza até de sentimentos e eu sou muito apaixonada por essa menina, sonho que minha filha seja assim, como a irmã.

O pequeno P é um pouco mais afastado de nós, mas às vezes decide passar um final de semana com o papai e é um garoto educado, calmo e EXTREMAMENTE tímido, por isso a nossa conversa nunca evoluiu para algo mais que “está com fome? Quer jantar? Já tomou banho?” e coisas do tipo. Mas esse é o jeito dele e ele é assim não só comigo, mas também com o pai e com a irmã mai velha, já que a mais nova ainda não fala rsrsrsrs

Os filhos do meu marido não moram comigo e a nossa relação está longe de ser como mãe e filhos, mas posso dizer que o fato deles existirem me tornou uma pessoa melhor em muitos sentidos, me fez criar responsabilidades que só uma mãe precisa ter. Me fez aprender a sair catando shampoo, toalha e tênis no meio da casa na hora de voltar para a casa da mãe. Me fez aprender nomes de heróis de quadrinhos e levar bronca quando fazia confusão de nomes. Me fez ficar vários sábados à noite em casa com eles assistindo filme e comendo pipoca na maior alegria do mundo, sem querer sair dali. O fato deles existirem me fez chorar de saudades quando passei um tempo separada do pai deles e não os via mais. Me fez ser cúmplice de uma mocinha entrando na adolescência e cheia de segredinhos que o papai não podia saber.

Hoje sou mãe de uma linda menina de 2 meses e, não digo que estava preparada, pois a gente nunca está, mas digo que foi muito mais fácil por causa da existência dos filhos do meu marido.

Hoje tudo continua igual. Nossos sábados são de filmes, games, passeios no shopping e preguiça familiar em um sofá dividido por quatro e às vezes até por cinco quando o pequeno P resolve vir também. E digo, sou muito feliz com isso. Essa é a minha vida e eu posso dizer que sou abençoada. Sou esposa, sou madrasta (odeio esse termo) e agora mãe. 

Chegando!

Meu nome é Fernanda. Tenho 22 anos, sou formada em Marketing, mas pretendo seguir carreira bancária e sonho em um dia muito distante cursar História.

Sou casada mentira, sou amigada rsrsrs com o Mr. P, um homem maravilhoso que divide comigo a maravilha de sermos pais da Lorena, uma linda bebê de dois meses.

Crio este espaço para dividir um pouco da loucura e da alegria do mundo da maternidade, esse mundo cheio de vômitos, fraldas sujas, noites em claro desafios e alegrias que eu não canso de desbravar. Conto com a leitura de nenhum leitor, :( de vocês, mamães, futuras mamães e até quem não tem vocação alguma para maternar. Até o próximo post!